Como foi o #papoSafo com o Casal Partiu

Patricia e Vinícius. Istambul, 2013 (Foto: Patricia Figueira)

Nós da Comunidade Tá Safo! tivemos a honra e oportunidade de receber mais uma vez Vinicius Teles e Patricia Figueira, o famoso Casal Partiu, em nossa querida Belém, dia 29 de Novembro. Diferente do #papoSafo do ano passado com Vinícius,  esse foi “fora da caixa” e de Belém! Auditório? Datashow com apresentações? Que nada! O papo rolou na Ilha do Combu, às margens do rio Guamá, conhecida por seus famosos “restaurantes-palafitas” e com comidas típicamente paraenses, como o filhote, açaí e farinha baguda e com vista para a orla da capital paraense!

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Os 5 posts mais lidos do ano no blog do Tá Safo

Em 2014, o blog bombou com várias postagens legais. Selecionamos os 5 posts mais lidos do ano. Confira abaixo:

  1. Iniciando com ElasticSearch
  2. Product Backlog Building
  3. Rails para desenvolvimento de produtos
  4. Entrega Contínua com Ruby on Rails, GitHub, Code Climate, Travis CI e Heroku
  5. Porque utilizar AngularJS no seu próximo projeto

É isso aí! O ano ainda não acabou. Fique ligado no blog.

Os finados do software em 2014

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Neste ano que passou, presenciamos a morte de muita gente importante. Mas não é sobre eles que quero falar, mas sim, sobre o falecimento de dois ‘caras’ extremamente presentes em nossas vidas, ou não. Perdemos, em 2014, o Agile e o TDD.

O desenvolvimento ágil, agilidade ou agile, deixou de ser um hype e parece estar maduro na cabeça das pessoas, ou não. Enfim, muita gente sabe o que significa Agilidade. Até mesmo pessoas que antes cuspiam no chão quando ouviam falar do termo, estranhamente, hoje abraçaram o agile. Temos que comprar o leite das crianças não é mesmo? Algumas, até tentam mesclar o ágil com a sua metodologia pré-histórica preferida.

A Universidade tenta enfiar agilidade, entre outras coisas, goela abaixo dos alunos para demonstrar que está antenada com as novidades do mercado. Sem compreender a filosofia ou mesmo acreditar nela, professores tentam passar a seus alunos, essas ‘novas tendências’ na área de software.

O rei está morto. Longa vida ao rei

Muitos se foram em 2014, inclusive personagens de game of thrones. Como conheço muita gente que não entende sarcasmo, vou explicar que a morte da agilidade se trata de uma metáfora.

No dia 4 de março do ano de nosso senhor de 2014, Dave Thomas publicou um desabafo com o título de Agile Is Dead (Long Live Agility). Ele se mostra insatisfeito com os rumos os quais a comunidade ágil vem tomando. E isso era algo que já estava extremamente aparente há bastante tempo. Nós mesmos do Tá Safo já haviamos conversado várias vezes sobre não utilizar mais o termo ‘desenvolvimento ágil’. O termo ficou bastante carregado. Muita gente virava o rosto quando ouvia falar de agilidade. Agile virou sinonimo de ‘alguém ta tentando me vender alguma coisa’. Virou um commodity.

O Scrum é um personagem importante nessa novela. Eu até escrevi um artigo sobre isso que teve uma certa repercussão. O grande problema é que você faz um treinamento sobre algo que te prometaram resolver todas as disfunções de sua organização. Você vai, tira o certificado, vira o Mestre em dois dias, vai implantar na sua empresa e não dá certo. Esse negócio de agilidade é bulshit. Já ouvi muita coisa bizarra sobre times tentando usar o scrum.

Pra quem não sabe, o Dave Thomas é co-autor do Livro O Programador Pragmático e signatário do manifesto ágil. Insatisfeito com tudo que ta acontecendo ele sugere um retorno ao básico:

  • Saiba onde você está
  • Faça pequenos passos até seu objetivo
  • Ajuste baseado no que você aprendeu
  • Repita

Hum. Isso me lembra muito o TDD, que também bateu as botas recentemente, pelo menos de acordo com o DHH (vamos falar sobre isso depois).

Eu particularmente acho que dá pra aprender muita coisa em um curso de dois dias. Essas certificações foram feitas com um único objetivo: gerar dinheiro. E você faz o treinamento com um único objetivo: melhorar seu currículo para ganhar mais dinheiro. Isso é bom. Ganhar dinheiro é legal. Errado estou eu, escrevendo esse post sem ganhar nenhum centavo.

Acho que é importante ter conhecimento sobre o funcionamento das diversas técnicas que existem por aí como scrum, kamban e as outras as quais ninguém fala. Mas no fim das contas, você não precisa usar algo só porque alguém falou pra você usar. Diferente dos métodos tradicionais que funcionam em qualquer lugar (mentira), os métodos ágeis não estão escritos em pedra e dependem de provas de que irão funcionar em um determinado contexto. Basta usar o bom e velho método científico para aguçar o processo de descoberta. Infelizmente não é tão simples como seguir alguma cartilha. Ninguém disse que seria fácil.

Diante de toda essa polêmica surgiu outro ponto importante. O agile atraiu profissionais relacionados a área de negócios e afastou desenvolvedores. Negócios amam agile, mesmo não o compreendendo muito bem, algumas vezes. Desenvolvedores odeiam. Isso claramente foi outra falha da comunidade ágil. Talvez para o dev, a quebra de paradigmas seja mais dolorosa. Conheço alguns casos de haters que foram convertidos para o mundo ágil. Mas é  bem mais fácil quando você é um babaca e entra em um time ágil que irá lhe ajudar a se tornar um desenvolvedor melhor. Diferente de quando você tem um time inteiro de desenvolvedores acostumados com métodos tradicionais, e que muitas vezes não possuem interesse em mudar sua rotina de trabalho só porque alguém comprou a idéia de melhoria. Como o próprio Dave Thomas diz em seu artigo: você não compra ágil, você se torna ágil.

Existem muitos desenvolvedores que são ágeis e não ficam por aí levantando bandeira. Apenas fazem seu trabalho da maneira que acham correto. O Google, uma das empresas mais inovadoras do mundo, provavelmente não conseguiria gerar tanta inovação se não fosse ágil. Qual as metodologias que o Google utiliza? Não importa. Você não vai conseguir fazer igual ao Google, mesmo se usar as mesmas metodologias. Apenas encontre a maneira de seu time trabalhar bem e com satisfação entregando valor de forma contínua.

Agile virou commodity, é verdade, tem até certificação. Então eu digo, esqueça tudo o que lhe disseram sobre desenvolvimento ágil. Comece simples: faça algo em pequenos passos, aprenda com o que você fez, repita o processo.  Pode não ser tão fávil como parece. Envolve habilidades que vão além do tecnicismo. Envolve quebra de paradigmas e mudanças de mindset. Mas entendendo isso, você pode fazer cursos, comprar livros, tirar certificações para continuar se aperfeiçoando. E se der certo, compartilhe.

7ª edição da RubyConf Brasil, veja o que rolou.

Esse ano a RubyConf Brasil aconteceu nos dias 28 e 29 de Agosto em São Paulo no teatro Frei Caneca, e a galera do Guru-PA e Tá safo! estiveram por lá.

Guru-PA no RubyConf 2014@rafael,  @paulociecomp, @mateuslinhares@luizsanches@caike e @geraldosequeira

Para quem não está por dentro o Guru-PA  é o grupo de usuários Ruby do nosso estado, lá você pode tirar dúvidas, criar eventos e se envolver em projetos livres mantidos pela comunidade como o Palestras Coletivas, BizuSafo, Tá Safo Trampos e o Zaqueu. Se você quer conhecer ou se envolver em projetos com tecnologias do ecossistema Ruby e Ruby On Rails  não pode deixar de se inscrever no grupo.

O evento é voltado para desenvolvedores que desejam conhecer ou se atualizar em tecnologias modernas como Ruby e Ruby on Rails, porém também entra na programação assuntos sobre Técnicas Ágeis, JavaScript, NoSQL, Segurança e muito mais. Sem falar que é um ótimo lugar para fazer networking, conhecer pessoas influentes na comunidade  e procurar novas oportunidades para a carreira.

   @luizsanches, @hugobarauna@paulociecomp@geraldosequeira e @fnando

Esse foi o primeiro ano que fui e de longe foi um dos melhores eventos que participei, pude apreciar ótimas palestras, consegui botar em prática várias coisas que conheci ou já sabia que existia, porém havia um certo receio de usar. Não pude assistir todas as palestras pois estavam sendo realizadas simultaneamente, mas vou comentar brevemente sobre as quais eu participei e recomendo que você assista.

Fazendo mágica com ElasticSearch

pedro

      O Pedro Franceschi é um cara muito novo, se apresentou na RubyConf de 2010 com apenas 14 anos de idade. Na RubyConf de 2014 falou sobre ElasticSearch, que é uma engine de busca, mostrou que efetuar as buscas diretamente no banco de dados nem sempre é a coisa mais legal a se fazer, quanto mais o sistema cresce mais lento fica o processo.

Eu já havia lido, e até utilizado minimamente as funcionalidades do ElasticSearch porem não sabia a quantidade de coisas legais que é possível fazer com ele e descobri com a palestra.

Truques que o Rails não te contou

carlos

      O Carlos Silva faz parte do Rails Core Team,  nessa palestra ele deu dicas para que, nós desenvolvedores, não fiquemos reinventando a roda, ou seja, codificando funcionalidades que o Rails já traz e que são comumente usados em diferentes projetos.  Ele mostra vários exemplos legais e úteis.

 Meu processo de (re)arquitetura, do zero ao além!

lucas

      O Lucas Martins contou o case da sua antiga empresa, explicando como  fez para reconstruir a arquitetura do software para se adequar à demanda e deixar sua manutenção sustentável. Uma boa reflexão sobre as estratégias que pensamos diariamente.

Convenção na criação e no deploy de aplicações Rails

eduardo

      Eduardo Fiorezi mostrou algumas técnicas que são utilizadas na HE:labs que ajudam na velocidade do desenvolvimento e que, para eles, funcionam muito bem. A palestra é ótima para quem quer descobrir como criar projetos novos sem a “parte chata” de começar tudo do zero, com alguns comandos ele cria um projeto é já faz o primeiro deploy em menos de 15 minutos.

Achei bem legal para ajudar a escolher padrões e convenções que podem ser adotadas em nosso cotidiano, alem de ser muito produtivo é ótimo para aumentar a produtividade de novos desenvolvedores que entram na equipe.

Rock-Solid Web APIs com Rails

souza

      Um dos membros ativos do Guru-PA, carioca/paraense Carlos Souza(Caike) que atualmente trabalha na CodeSchool falou sobre a necessidade que projetos possuem de ter APIs, uma hora ou outra é bem provável que seu cliente lhe solicite serviços para integrações com dispositivos móveis, ou até mesmo tecnologias como Ember.js, Angular.js e Backbone.js. Ele deu excelentes dicas de como criar APIs robustas, falando sobre coisas que temos que ficar ligados, como Routes, Conneg, Auth, Version e Tests.

Mais Palestras

Se você quer ver as palestras desse ano, pode procurar no youtube ou olhar esse link pago da Eventials que já traz tudo organizado e com uma boa qualidade de exibição.

Muito Obrigado!

       Não poderia terminar esse post e deixar de agradecer a todos os amigos paraenses que nos acolheram em São Paulo, em especial ao Angelo Assis e Rafaela Cavalcante que nos hospedaram com muita simpatia e hospitalidade em seu AP.

 

@VictorEspindola, @MileVirgolino,  @KaioValente@AngeloAssis,
@RafaelaCavalcante, @OlavoCastro@CamilaCastro, @Myller Sakaguchi,
@MarcellAlmeida e @AlexandreCardoso.

Obrigado a todos!

Como foi o CodeLab Introdução ao Android Studio

Galera marcando presença no CodeLab

Primeiramente, você sabe o que é um CodeLab? Nada mais é do que uma sessão de aprendizagem colaborativa onde um ou mais facilitadores ensinam passo-a-passo como realizar determinadas tarefas de programação. Dia 22 de Novembro às 14h aconteceu um CodeLab, no HUB 728, sobre como iniciar o desenvolvimento de aplicativos utilizando a nova IDE que a Google desenvolveu: Android Studio.

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