Como usamos Ágil: SEA

05/11/2009

Dando continuidade à série “Como usamos Ágil”, entrevistei o trio Alexandre Gomes, Bruno Pedroso e Renato Willi, da SEA Tecnologia. Nesta entrevista eles falam sobre a cultura da SEA e como lidam com o difícil mercado de licitações.

TaSafo: Quais metodologias ágeis são utilizadas na SEA?

SEA: Não abraçamos uma metodologia por completo. Utilizamos Scrum e XP como base para o nosso jeito de desenvolver software. Utilizamos conceitos de Scrum para planejamento e temos práticas do XP como testes automáticos, integração contínua, programação em par, entre outras. Na verdade damos muito mais ênfase aos valores. É como se disséssemos aos desenvolvedores: “sigam esses valores e façam do jeito que acharem melhor”.

TaSafo: Em relação ao Scrum, qual o tempo de uma sprint?

SEA: O tempo da sprint varia de projeto para projeto, mas costuma ser de 2 semanas a 1 mês. Esse tempo depende do cliente e da equipe. Em relação à equipe, geralmente usamos sprints mais curtas quando temos uma equipe menos experiente.

TaSafo: Após definir o tempo da sprint de um projeto, esse tempo permanece o mesmo até o final?

SEA: Depende. Sabemos que o ideal é que se mantenha, mas já houve casos em que mudamos. Em um projeto passamos a sprint de 2 semanas para 1 mês, pois a equipe pegou experiência e as reuniões a cada 2 semanas estavam gerando overhead da gerência. O impacto não foi muito grande, pois já gerávamos uma build semanal e aferíamos a velocidade semanalmente.

TaSafo: Como são feitos os contratos entre a empresa e os clientes? Vocês usam contrato de escopo negociável?

SEA: Em contratos com o governo, todos os projetos são de escopo fechado, e trabalhamos com métricas. Com a iniciativa privada, metade são de escopo negociável, metade com métricas.

TaSafo: Em ambos os casos, como funcionam as estimativas do projeto?

SEA: Nós temos coletado métricas dos nossos projetos há dois ou três anos e aprendemos a usá-las para nos auxiliar nas estimativas. Por exemplo, nós temos uma boa estimativa do intervalo de tempo necessário para desenvolver um ponto de função. Para isso, levamos em consideração principalmente a complexidade do sistema e a equipe de desenvolvimento. Então usamos pontos de função e pontos por caso de uso para nos auxiliar nos projetos de escopo fechado (um exemplo de como essas métricas são usadas pode ser encontrado no blog da SEA).

Quando temos escopo aberto, fazemos uma estimativa de alto nível, geralmente usando um intervalo de tempo de 1, 2 ou 3 semanas. Se a estimativa passar de 3 semanas, quebramos a funcionalidade e estimamos novamente. Dessa forma temos uma estimativa grosseira do projeto inteiro.

De qualquer forma, sempre procuramos mesclar várias técnicas para estimar. A convergência (ou não) das estimativas, dá noção do risco do projeto.

Cooperação e sucesso mesmo com escopo fechado com o governo

Cooperação e sucesso mesmo com escopo fechado

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Como usamos Ágil: OnCast

13/09/2009

Este é o primeiro artigo de uma série intitulada “Como usamos Ágil”. Tendo como inspiração o livro “Scrum e XP direto das trincheiras” (Scrum and XP from the trenches), de Henrik Kniberg, no qual ele conta em detalhes como usa Scrum e XP, pretendemos entrevistar algumas empresas brasileiras que usam metodologias ágeis no seu dia-a-dia.

Sabemos que a principal dificuldade encontrada por iniciantes em Ágil é justamente pôr em prática tudo o que estudou. Principalmente porque a grande maioria das empresas ainda não adotou tais metodologias, somos muitas vezes pioneiros em adotar Ágil na empresa em que trabalhamos.

Diferente dos livros que dizem o que devemos fazer, mostrar de forma prática como as empresas usam as metodologias pode ajudar a diminuir a distância que separa a teoria da prática, e de repente evitar que alguns erros sejam cometidos devido à inexperiência. Esse é o principal objetivo desta série.

A primeira empresa entrevistada foi a OnCast, de Florianópolis, Santa Catarina. Entrevistei Samuel Crescêncio, um dos fundadores da empresa. Segue o resultado dessa entrevista:

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